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quinta-feira, outubro 07, 2010

Aos 85 anos, 'pai' do Código Florestal de 1965 puxa orelha dos que dizem que a lei não teve base científica


O assunto mais importante da pauta ambiental hoje no Brasil é a revisão do Código Florestal. O tema é a capa da nossa próxima edição, que sai na próxima segunda-feira (04/10). Mas, para dar um gostinho dela, segue aqui uma pequena história que acabou ficando de fora da revista. E só ficou de fora porque aconteceu depois do fechamento. Foi na quarta-feira (29/04), no debate “O Código Florestal e os serviços ambientais: Quais as implicações das alterações propostas?”, no Instituto Florestal de São Paulo.
Para quem não acompanha a questão, essa é a lei que estabelece a proteção das florestas e das demais formas de vegetação natural do país. Em processo de alteração no Congresso, ela já sofreu várias acusações improcedentes, desde impedir a expansão da agropecuária até a de ter nascido na base da “canetada” no início da ditadura militar e, o que é pio, sem embasamento científico.
Se para a primeira alegação vários pesquisadores têm se esforçado em mostrar que há espaço de sobra para o setor agrícola crescer, para a segunda, há talvez apenas um engenheiro agrônomo que possa rebater a crítica com propriedade, e conhecimento de causa. Aos 85 anos, Alceo Magnanini é o único remanescente do grupo de seis pessoas, designado pelo presidente Jânio Quadros em 1961, que ao longo de três anos elaborou o projeto que levou ao atual código.
Em sua apresentação, Magnanini lembrou a árdua tarefa que foi levantar todo o conhecimento científico existente no início da década de 1960 para formular o projeto que viraria lei em 1965, pelas mãos de Castelo Branco. “Não nos faltou elemento técnico para decidir. A primeira norma do grupo era apreciar o código de 1934 [primeira lei florestal do país, que praticamente não teve nenhum efeito] e atualizar o que fosse interessante de acordo com todos os conhecimentos técnicos que pudéssemos auferir”, conta.
“E isso levou anos, com duas a três reuniões por semana. Lógico que não podia levar toda a comunidade acadêmica para a discussão… mas foi tudo discutido”, complementa, para logo depois contra-atacar. “Agora eu devolvo a pergunta: qual é o fundamento científico que baseia essa modificação do código?”
A pergunta foi justamente o que motivou a reportagem de capa da nossa próxima edição, que começa a circular na segunda-feira. Para entender o que está em jogo, ouvimos mais de uma dúzia de cientistas. Só quando já estávamos fechando, porém, tivemos acesso a Magnanini. Enquanto a matéria mostra bem a problemática atual, ele completou o quadro com a contextualização histórica.
Na época da formulação do código, lembra Magnanini, biodiversidade não era exatamente a preocupação do momento. “Não se falava nisso, nem em ‘ambiental’. O termo só surgiu na conferência de Estocolmo, em 1972 [Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente, da ONU], da qual participei como integrante da representação brasileira.” O foco principal era o fornecimento de água. Já se tinha a noção de que sem floresta, os recursos hídricos escasseiam.
Mesmo assim, segundo Magnanini, já havia uma visão mais ampla nesse grupo, formado também por Roberto Melo Alvarenga, então vice-presidente do Conselho Florestal Estadual de São Paulo, e Henrique Pimenta Veloso, engenheiro agrônomo do Rio de Janeiro, além dos juristas Adelmy Cabral Neiva, Bernardo Daine e o desembargador federal Osny Duarte Pereira, autor do livro Direito Florestal Brasileiro.
“Havia pesquisas mostrando que três metros de APP (área de preservação permanente) eram suficientes para proteger encostas dos rios. Mas só se pensava na encosta. Estávamos falando de florestas de preservação permanente. A mata ciliar não era só para evitar a erosão da beira do rio, mas estávamos pensando em um conceito de ecologia, que tudo está interligado, fauna, flora, o ser humano, e todo um complexo que envolvia solos, água, etc.”
Para ele, há espaço para mudanças na lei, mas não da forma como vem sendo feita, e com isso concordaram também os outros dois participantes do debate, o biólogo Alexandre Martensen, secretário municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo de Guapiara (SP),  e a engenheira florestal Maria José Brito Zakia, da Práxis Socioambiental, e o mediador Valdir de Cicco, pesquisador do Instituto Florestal.
“É possível mudar o código em cima de um debate feito por nós (academia, pesquisadores, etc), não por Brasília, nem pela bancada ruralista. Tem de ter amplo debate”, disse Magnanini. “Mas eu mesmo nunca fui consultado. A mudança simplesmente foi apresentada para nós.”
O agrônomo afirma que o grande problema é que nunca houve fiscalização adequada para que o código vigente pudesse funcionar. Segundo ele, os que propõem a alteração prevista no Congresso Nacional “alegam que o código até agora não foi executado. Então querem mudar. Oras, por que não foi executado? Por falta de fiscalização, de vontade política. Mas fazendo essas modificações vai ter fiscalização ou vai continuar da mesma maneira? Se com as restrições atuais, não se consegue [controlar o desmatamento], vai se conseguir abrindo as pernas? Quando abre a porta do galinheiro, entra a raposa.”
Ele compara o caso com a mudança, anos atrás, da cor das chapas dos carros. “Antes só os carros do governo tinham chapa branca. Ocorreu um monte de escândalo, era o cara na feira com o carro chapa branca, nas férias… Então mudaram a lei, e todo mundo passou a ser chapa branca. Resolveu o escândalo. Estão fazendo o mesmo com o código florestal.”
O agrônomo defende que, mesmo os pequenos agricultores, que estão sendo usados como justificativa para alteração da lei, iriam preferir uma alteração diferente. “Ele vai optar por uma mudança no código que favoreça a vida dele e não essa que vai praticamente extinguir o pequeno agricultor. Diminuir isso [a proteção da floresta] para aumentar a terra dele? Grande coisa… E depois o que ele vai fazer com a lixiviação e com a erosão da terra que ele ganhou?”

sábado, julho 24, 2010

Do Código Florestal para o Código da Biodiversidade




Por * Aziz Nacib Ab’Saber

Em face do gigantismo do território e da situação real em que se encontram os seus macro-biomas – Amazônia Brasileira, Brasil Tropical Atlântico, Cerrados do Brasil Central, Planalto das Araucárias, e Pradarias Mistas do Brasil Subtropical – e de seus numerosos mini-biomas, faixas de transição e relictos de ecossistemas, qualquer tentativa de mudança no “Código Florestal” tem que ser conduzida por pessoas competentes e bioeticamente sensíveis. Pressionar por uma liberação ampla dos processos de desmatamento significa desconhecer a progressividade de cenários bióticos a diferentes espaços de tempo futuro. Favorecendo de modo simplório e ignorante os desejos patrimoniais de classes sociais que só pensam em seus interesses pessoais, no contexto de um país dotado de grandes desigualdades sociais. Cidadãos de classe social privilegiada, que nada entendem de previsão de impactos, não têm qualquer ética com a natureza. Não buscam encontrar modelos técnico-científicos adequados para a recuperação de áreas degradadas, seja na Amazônia, seja no Brasil Tropical Atlântico, ou alhures. Pessoas para as quais exigir a adoção de atividades agrárias “ecologicamente autossustentadas” é uma mania de cientistas irrealistas.

Por muitas razões, se houvesse um movimento para aprimorar o atual Código Florestal, teria que envolver o sentido mais amplo de um Código de Biodiversidades, levando em conta o complexo mosaico vegetacional de nosso território. Remetemos essa idéia para Brasília, e recebemos em resposta que essa era uma idéia boa, mas complexa e inoportuna (...). Entrementes, agora outras personalidades trabalham por mudanças estapafúrdias e arrasadoras no chamado Código Florestal. Ousamos criticar aqueles que insistem em argumentos genéricos e perigosos para o futuro do país, sendo necessário, mais do que nunca, evitar que gente de outras terras, sobretudo, de países hegemônicos venha a dizer que fica comprovado que o Brasil não tem competência para dirigir a Amazônia (...). Ou seja, os revisores do atual Código Florestal não teriam competência para dirigir o seu todo territorial do Brasil. Que tristeza, gente minha.

O primeiro grande erro dos que no momento lideram a revisão do Código Florestal brasileiro – a favor de classes sociais privilegiadas – diz respeito à chamada estadualização dos fatos ecológicos de seu território especifico. Sem lembrar que as delicadíssimas questões referentes à progressividade do desmatamento exigem ações conjuntas dos órgãos federais específicos, em conjunto com órgãos estaduais similares, uma Polícia Federal rural e o Exército Brasileiro. Tudo conectado ainda com autoridades municipais, que têm muito a aprender com um Código novo que envolve todos os macro-biomas do país, e os mini-biomas que os pontilham, com especial atenção para as faixas litorâneas, faixas de contato entre as áreas nucleares de cada domínio morfoclimático e fitogeográfico do território. Para pessoas inteligentes, capazes de preverem impactos em diferentes tempos do futuro, fica claro que ao invés da “estadualização”, é absolutamente necessário focar para o zoneamento físico e ecológico de todos os domínios de natureza do país. A saber, as duas principais faixas de Florestas Tropicais Brasileiras: azonal amazônica e azonal das matas atlânticas; o domínio dos cerrados, cerradões e campestres; a complexa região semiárida dos sertões nordestinos; os planaltos de araucárias e as pradarias mistas do Rio Grande do Sul, além de nosso litoral e o Pantanal Mato-grossense. 

Seria preciso lembrar ao honrado relator Aldo Rabelo, que a meu ver é bastante neófito em matéria de questões ecológicas, espaciais e em futurologia – que atualmente na Amazônia Brasileira predomina um verdadeiro exército paralelo de fazendeiros que em sua área de atuação tem mais força do que governadores e prefeitos. O que se viu em Marabá, com a passagem das tropas de fazendeiros, passando pela Avenida da Transamazônica, deveria ser conhecido pelos congressistas de Brasília, e diferentes membros do Executivo. De cada uma das fazendas regionais passava um grupo de cinquenta a sessenta camaradas, tendo a frente em cavalos nobres, o dono da fazenda e sua esposa, e os filhos em cavalos lindos. E, os grupos iam passando separados entre si, por alguns minutos. E, alguém a pé, como se fosse um comandante, controlava a passagem da cavalgada dos fazendeiros. Ninguém da boa e importante cidade de Marabá saiu para observar a coluna amedrontadora dos fazendeiros. Somente dois bicicletistas meninos, deixaram as bicicletas na beira da calçada olhando silentes a passagem das tropas. Nenhum jornal do Pará, ou alhures, noticiou a ocorrência amedrontadora. Alguns de nós não pudemos atravessar a ponte para participar de um evento cultural.

Será, certamente, apoiados por fatos como esse, que alguns proprietários de terras amazônicas deram sua mensagem, nos termos de que “a propriedade é minha e eu faço com ela o que eu quiser, como quiser e quando quiser”. Mas ninguém esclarece como conquistaram seus imensos espaços inicialmente florestados. Sendo que, alguns outros, vivendo em diferentes áreas do Centro-Sul brasileiro, quando perguntados sobre como enriqueceram tanto, esclarecem que foi com os “seus negócios na Amazônia” (...). Ou seja, através de loteamentos ilegais, venda de glebas para incautos em locais de difícil acesso, os quais ao fim de um certo tempo, são libertados para madeireiros contumazes. E, o fato mais infeliz é que ninguém procura novos conhecimentos para reutilizar terras degradadas. Ou exigir dos governantes tecnologias adequadas para revitalizar os solos que perderam nutrientes e argilas, tornando-se dominadas por areias finas (siltização). Entre os muitos aspectos caóticos derivados de alguns argumentos dos revisores do Código, destaca-se a frase que diz que se deve proteger a vegetação até sete metros e meio do rio. Uma redução de um fato que por si já estava muito errado, porém agora está reduzido genericamente a quase nada em relação aos grandes rios do país. Imagine-se que para o Rio Amazonas, a exigência protetora fosse apenas sete metros, enquanto para a grande maioria dos ribeirões e córregos também fosse aplicada a mesma exigência. Trata-se de desconhecimento entristecedor sobre a ordem de grandeza das redes hidrográficas do território intertropical brasileiro. Na linguagem amazônica tradicional, o próprio povo já reconheceu fatos referentes à tipologia dos rios regionais. Para eles, ali existem, em ordem crescente: igarapés, riozinhos, rios e parás. Uma última divisão lógica e pragmática, que é aceita por todos os que conhecem a realidade da rede fluvial amazônica.

Por desconhecer tais fatos os relatores da revisão aplicam o espaço de sete metros da beira de todos os cursos d’água fluviais sem mesmo ter ido lá para conhecer o fantástico mosaico de rios do território regional. Mas o pior é que as novas exigências do Código Florestal proposto têm um caráter de liberação excessiva e abusiva. Fala-se em sete metros e meio das florestas beiradeiras (ripario-biomas), e, depois em preservação da vegetação de eventuais e distantes cimeiras. Não se pode imaginar quanto espaço fica liberado para qualquer tipo de ocupação do espaço. Lamentável em termos de planejamento regional, de espaços rurais e silvestres. Lamentável em termos de generalizações forçadas por grupos de interesse (ruralistas).

Já se poderia prever que um dia os interessados em terras amazônicas iriam pressionar de novo pela modificação do percentual a ser preservado em cada uma das propriedades de terras na Amazônia. O argumento simplista merece uma critica decisiva e radical. Para eles, se em regiões do Centro-Sul brasileiro a taxa de proteção interna da vegetação florestal é de 20%, por que na Amazônia a Lei exige 80%? Mas ninguém tem a coragem de analisar o que aconteceu nos espaços ecológicos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, e Minas Gerais com o percentual de 20%. Nos planaltos interiores de São Paulo a somatória dos desmatamentos atingiu cenários de generalizada derruição. Nessas importantes áreas dominadas por florestas e redutos de cerrados e campestres, somente o tombamento integrado da Serra do Mar, envolvendo as matas atlânticas, os solos e as aguadas da notável escarpa, foi capaz de resguardar os ecossistemas orográficos da acidentada região. O restante, nos “mares de morros”, colinas e várzeas do Médio Paraíba e do Planalto Paulistano, e pró-parte da Serra da Mantiqueira, sofreram uma derruição deplorável. É o que alguém no Brasil – falando de gente inteligente e bioética – não quer que se repita na Amazônia Brasileira, em um espaço de 4.200.000 km2

Os relatores do Código Florestal, falam em que as áreas muito desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a “(re)florestamento” por espécies homogêneas pensando em eucalipto e pinus. Uma prova de sua grande ignorância, pois não sabem a menor diferença entre reflorestamento e florestramento. Esse último, pretendido por eles, é um fato exclusivamente de interesse econômico empresarial, que infelizmente não pretende preservar biodiversidades. Sendo que, eles procuram desconhecer que para áreas muito degradadas, foi feito um plano de (re)organização dos espaços remanescentes, sob o enfoque de revigorar a economia de pequenos e médios proprietários: Projeto FLORAM. Os eucaliptólogos perdem ética quando alugam espaços por trinta anos, de incautos proprietários, preferindo áreas dotadas ainda de solos tropicais férteis, do tipo dos oxissolos, e evitando as áreas degradadas de morros pelados, reduzidas a trilhas de pisoteio, hipsométricas, semelhantes ao protótipo existente no Planalto do Alto Paraíba, em São Paulo. Ao arrendar terras de bisonhos proprietários, para uso em 30 anos, e sabendo que os donos da terra podem morrer quando se completar o prazo, fato que cria um grande problema judicial para os herdeiros, sendo que ao fim de uma negociação as empresas cortam todas as árvores de eucaliptos ou pinos, deixando miríades de troncos no chão do espaço terrestre. Um cenário que impede a posterior reutilização das terras para atividades agrárias. Tudo isso deveria ser conhecido por aqueles que defendem ferozmente um Código Florestal liberalizante.

Por todas as razões somos obrigados a criticar as persistentes e repetitivas argumentações do Deputado Aldo Rebelam, que conhecemos há muito tempo, e de quem sempre esperávamos o melhor. No momento somos obrigados a lembrar a ele, que cada um de nós tem que pensar na sua biografia, e, sendo político, tem que honrar a historia de seu partido. Mormente, em relação aos partidos que se dizem de esquerda e jamais poderiam fazer projetos totalmente dirigidos para os interesses pessoais de latifundiários.

Insistimos que em qualquer revisão do Código Florestal vigente, devem-se enfocar as diretrizes através das grandes regiões naturais do Brasil, sobretudo domínios de natureza muito diferentes entre si, tais como a Amazônia, e suas extensíssimas florestas tropicais, e o Nordeste Seco, com seus diferentes tipos de caatingas. Trata-se de duas regiões opósitas em relação à fisionomia e à ecologia, assim como em face das suas condições socioambientais. Ao tomar partido pelos grandes domínios administrados técnica e cientificamente por órgãos do Executivo Federal, teríamos que conectar instituições específicas do governo brasileiro com instituições estaduais similares. Existem regiões como a Amazônia que envolve conexões com nove Estados do Norte Brasileiro. Em relação ao Brasil Tropical Atlântico os órgãos do Governo Federal – IBAMA, IPHAN, FUNAI e INCRA – teriam que manter conexões com os diversos setores similares dos governos estaduais de Norte a Sul do Brasil. E assim por diante. 

Enquanto o mundo inteiro repugna para a diminuição radical de emissão de CO2, o projeto de reforma proposto na Câmara Federal de revisão do Código Florestal defende um processo que significará uma onda de desmatamento e emissões incontroláveis de gás carbônico, fato observado por muitos críticos em diversos trabalhos e entrevistas.
Parece ser muito difícil para pessoas não iniciadas em cenários cartográficos perceber os efeitos de um desmatamento na Amazônia de até 80% das propriedades rurais silvestres. Em qualquer espaço do território amazônico que vem sendo estabelecidas glebas com desmate de até 80%,haverá um mosaico caótico de áreas desmatadas e faixas interpropriedades estreitas e mal preservadas. Nesse caso, as bordas dos restos de florestas, interglebas ficarão à mercê de corte de árvores dotadas de madeiras nobres. E, além disso, a biodiversidade animal certamente será profundamente afetada.

Seria necessário que os pretensos reformuladores do Código Florestal lançassem sobre o papel os limites de glebas de 500 a milhares de quilômetros quadrados, e dentro de cada parcela das glebas colocasse indicações de 20% correspondentes às florestas ditas preservadas. E, observando o resultado desse mapeamento simulado, poderiam perceber que o caminho da devastação lenta e progressiva iria criar alguns quadros de devastação similares ao que já aconteceu nos confins das longas estradas e seus ramais, em áreas de quarteirões implantados para venda de lotes de 50 a 100 hectares, onde o arrasamento de florestas no interior de cada quarteirão foi total e inconsequente.

*Aziz Nacib Ab’Saber é Geógrafo, Geólogo, Ecólogo e Professor Emérito da USP

**Este texto é parte integrante da Revista Eco 21, edição 164, de julho de 2010, em circulação nas bancas.

sexta-feira, março 19, 2010

NOTEBOOK

Rá.
Ganhei um NOTEBOOK do meu vô. Não estou acreditando!

quarta-feira, março 17, 2010

Novidades

Bom, depois de muito tempo, retorno ao meu blog. Com informações novas.
Estou de mudança para Pelotas, vou ir morar com minha irmã. Passei na Universidade Federal de Pelotas, UFPel, isso mesmo, passei. Fiz o ENEM apenas para tentar uma bolsa no curso de Engenharia Ambiental da ULBRA, mas para minha tristeza,não abriu, logo, iniciaram as incrições para o SISU. Tentei e passei, mas para Engenharia Agrícola, um curso que sempre me chamou a atenção, mas nunca tinha feito pois era difícil demais e se eu rodasse em alguma cadeira seria dinheiro posto fora. Como tentei numa federal, se eu rodasse não pagaria nada.
Eu realmente não esperava ver meu nome no listão. Agora estou muito satisfeita, e vou me embora.
Atualizarei meu blog mais vezes.
Abraços

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Primeiro post!

Bom, começamos o ano, o tal ano de 2010 que era esperado, o ano da Copa!
Não vejo importancia nenhuma na Copa, por isso, comentários sobre este evento serão mínimos. O ano começou bom, tive a melhor virada da minha vida, nunca pensei que Absolut e Energético seriam uma combinação tão boa, sai da casinha dia primeiro.
Já mencionei a virada, entretanto, o que move minha vida é o estágio. Terminamos o Relatório Ambiental de Canguçu e começamos o de Palmeira das Missões, fiquei craque em Escudo Sul-Riograndense, agora vou para o outro lado do Estado, o chamado Planalto. Por mais que esteja tudo muito calmo aqui na Secretaria o trabalho tá pegado.
Desejo a todas as pessas um Feliz Ano Novo, com muitas realizações, muita paz, amor, saúde e sucesso. O resto a gente corre atrás.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Negociações na COP-15 terminam sem acordo oficial

 
Uma vergonha. Líderes de 193 países não foram capazes de definir um novo acordo climático global, nem metas eficazes de redução da emissão de gases de efeito estufa em todo o mundo. Mesmo sendo o centro das atenções globais durante duas semanas (7 a 18 de dezembro), na cidade de Copenhague, Dinamarca, em meio a holofotes, manifestações e reivindicações agressivas, os chefes de Estado não abriram mão do jogo político e estratégias comerciais em prol de um bem maior para toda a humanidade.
As negociações da 15ª Conferência da Mudança do Clima da ONU (COP-15) terminaram na sexta-feira (18) sem acordo oficial entre países ricos e emergentes. Um novo encontro deve ocorrer no próximo semestre.

A última reunião da conferência foi realizada entre Brasil, China, Estados Unidos, África do Sul e Índia que decidiram apresentar uma declaração de metas que ainda será aprovado na plenária da COP-15. O resultado desta reunião foi criticado por países em desenvolvimento, mas saudada por líderes europeus como o primeiro passo para novas negociações.
Brasil, África do Sul, Índia, China e Estados Unidos decidiram limitar o aumento da temperatura global a 2ºC, sem prever metas para países desenvolvidos. Também ficou definido um fundo bilionário para ajudar países pobres com as mudanças climáticas.
“O que nós fizemos, foi procurar resgatar alguma coisa daqui, desbloquear essa questão do MRV (“mensurável, reportável e verificável”, no jargão), que estava bloqueando qualquer entendimento”, afirmou o embaixador extraordinário para mudança climática do Itamaraty, Sérgio Serra, acrescentando que Lulateve papel protagonista nas negociações.


Em discurso em plenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar “frustrado” com o resultado e prometeu ajuda financeira para os países no combate à mudança climática. O tom de crítica dominou a fala de Lula. “Confesso que estou um pouco frustrado porque discutimos a questão do clima e cada vez mais constatamos que o problema é mais grave do que nós possamos imaginar”.
O presidente brasileiro afirmou que vai cumprir, de qualquer forma, com as metas voluntárias de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% e emissões de gases do efeito estufa de 36,1% a 38,9%, até 2020.
Foram os EUA que propuseram o fundo bilionário, mas condicionaram a contribuição a uma “transparência” dos países envolvidos e uma possível vigilância. Sobre isso, o presidente Lula disse que o fundo não podia ser usado como “desculpa” para intromissão nos países ajudados. A China também rechaçou um possível controle.
Nesta sexta, antes da última reunião sobre as metas, o premiê chinês faltou aos dois encontros improvisados pelos EUA e enviou um emissário –a atitude enfureceu líderes europeus e Barack Obama.
Uma nova reunião, em seis meses, deve ser realizada em Bonn, na Alemanha, para preparar a próxima conferência sobre o clima, no México, no fim de 2010. O anúncio foi feito pela chanceler alemã, Angela Merkel. As informações são da agência de notícias portuguesa Lusa.
De acordo com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, todos os países industrializados “aceitaram informar por escrito” seus compromissos para a redução das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa até 2020.
Segundo Sarkozy, a ausência de objetivos de redução das emissões mundiais em 50% até 2050, necessária para limitar o aumento da temperatura do planeta em 2 graus Celsius, é uma “decepção”.

Fonte: eco4planet.com/pt/

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Fica sempre um pouco de perfume

Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas
nas mãos que sabem ser generosas.

Dar do pouco que se tem, ao que tem menos ainda
enriquece o doador, faz su’alma ainda mais linda.

Dar ao próximo alegria, parece coisa tão singela
aos olhos de Deus, porém, é das artes a mais bela.